Contos

 

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Sr. Ornilo ( Seu Ornil)

Aí vai uma do Sr. Ornilo Jorge:
Seu Ornil pediu para o Tarzan fazer uma gamela, daquelas que ele faz com pneus velhos.
Certo dia o Tarzan chegou na venda do seu Ornil, ali de frente para a Prefeitura, e, bastante calmo, disse:
__ Seu Ornil vim receber o dinheiro da gamela.
__ Tarzan, naturalmente ainda não entrou nada; naturalmente você vá dar uma voltinha por aí, depois eu te pago.( respondeu seu Ornil ).
E assim fez Tarzan, naturalmente muito calmo. Passou - se meia hora e Tarzan volta para ver se tinha entrado algum. Esse algum de que estou falando é dinheiro. Ok?
__ Seu Ornil.... E antes que Tarzan pudesse terminar, Seu Ornil tomou-lhe a frente dizendo:
__ Tarzan, naturalmente ainda não entrou nada; naturalmente você vá dar uma voltinha por aí, depois eu o pago.
Lá vai Tarzan outra vez passear; só que dessa vez ele não estava naturalmente com aquela mesma calma de antes. Entrou no bar do Seu Chico Cantídio e tomou uma daquelas de derreter o fundo das calças só com uma bufa e voltou para fazer nova tentativa.
__ Seu Ornil vim buscar o dinheiro da gamela. (disse Tarzan, já meio infezado).
__ Tarzan, naturalmente ainda não entrou nada; naturalm... E antes dele terminar, Tarzan tomou-lhe a frente dizendo:
__ Seu Ornil!! Naturalmente ainda não entrou nada porque o senhor ainda não abriu as pernas. E eu quero o meu dinheiro agora. ( disse Tarzan bastante zangado).
__ Cabra safado! ( gritou seu Ornil) Olhe a falta de respeito! Eu vou te pagar! E suma da minha frente. (completou seu Ornil Jorge). ( Fafico)


Sr. Abílio

O Sr. Abílio Brito tinha uma venda na sua fazenda, Campo Formoso, e um dia...

__ Doutor Abílio Brito, por gentileza o sr. pode me vender um drink de aperitivo. ( disse um forasteiro.)
O sr. Abílio o atendia prontamente e...
__ Seu Abílio Brito me sirva um conhaque. ( fala o forasteiro).
O sr. Abílio serviu calado.
__ Seu Abílio sirva mais uma aguardente. ( continua o forasteiro).
O Sr. Abílio Brito serviu meio desconfiado e coçando sua alumiante calvície.
__ Ô cabeça de cabaça bota uma cachaça pra mim. ( esbravejava o forasteiro)
O sr. Abílio virou para um ajudante da fazenda e disse:
__ Menino, atende esse moço aqui, que eu lembrei que tenho que enchiqueirar uns bezerros. E pensou:
__ Deixa eu sair daqui senão esse cara, daqui a pouco, vai querer é meu c....!
  ( Esta foi enviada por Cesar Nava)

 Sr. Porfírio ( Profiro Barata )

Seu Profiro Barata, segundo contam, era a pessoa mais ignorante e bruta que já houve em Grajaú. Na fala referente ao Sr. Porfírio foi feita a separação silábica com o intuito de chegar o mais próximo possível do seu modo irritado e zangado de falar.

Certo dia, contam, ele estava pescando com com um de seus filhos. Ele, Profiro, governava a canoa, enquanto seu filho jogava a tarrafa. Em certa parte da pescaria seu Profiro Barata, irritado como sempre foi, falou:

__ Jo-ga ali.
__ Papai ali engancha. ( falou o filho)
__ Jo-ga.( ordenou seu Profiro )
__ Mas papai se eu jogar vai enganchar. ( falou, de novo, o filho )
__ Jo-ga! Tô man-dan-do. ( ordenou outra vez seu Profiro)
Então o filho viu que não adiantaria alertar o pai, jogou a tarrafa.
__ Aí! Eu não lhe falei que enganchava. ( falou o filho )
__ É. Agora vai de-sen-gan-char. ( Esta foi sugestão do Adiel Latão )


O D'iabo por dentro das escrituras

        Vou contar, agora, uma história que aconteceu envolvendo uma Tia e um Tio meus que, por sinal, são irmãos.
        Em toda comunidade sempre tem uma pessoa que se destaca mais para uma determinada área. Um na política, outro na religião etc... Vamos ao acontecido.

        Minha Tia ( D. Ana ) é a pregadora da Realeza, povoado da Região da Serra Negra, conhece bem a Bíblia, e durante uns vinte anos ela nunca faltou com o seu compromisso de pregar aos fiéis da Igreja Cristã Evangélica. Mas, apesar de todo esse tempo sem nunca faltar, ela teve que ir para a cidade a fim de resolver umas pendências com o INSS e não pôde voltar a tempo de realizar o culto. Em virtude disso foi enviado um correspondente para avisar que ela não chegaria a tempo e pedia que seu irmão Francisco ( Bitoninha ) realizasse a pregação. Oooh!! O espanto foi geral. Ninguém pensava que o Bitoninha tivesse tanto conhecimento. Agradou por demais aos que assistiam à pregação e no final do culto saíram comentado o desempenho do pregador Bitoninha.
        Um disse:
__ Rapaz eu num sabia que o Bitoninha era tão prefundo na Blíbra.
        O outro, que talvez preferisse a pregação da D. Ana, respondeu:
__ É..., Realmente ele é muito bom. Mas tu quer ver mesmo o d`iabo por dentro das escrituras é a irmã Ana.

Este foi enviada pelo Adiel Latão sobrinho dos personagens citados.


Sr. Abílio e Sr. Viana

Como era de costume Seu Abílio, vindo da Tresidela passou na casa do Deroci
p´ra bater um papo e ouvir as fobas do velho magarefe, depois na casa do
Raimundo Nava e em seguida na casa do Seu Viana, que ficava quase defronte.
Lá chegando, como mandava a boa educação, antes de abrir a cancela, bateu
palmas. Como resposta ouviu o latido do Bucky, um cachorro enorme que Seu
Viana criava.

Ouvindo o latido do cachorro Seu Viana apareceu no corredor e gritou:

__É você cumpadi? Pode entrar, o cachorro é capado.

Ao que Seu Abílio respondeu:

__Não tô com medo dele me f....., tô com medo é dele me morder.

Ribamar Nava


Sapo que canta!?

Esta é uma história de um sertanejo que foi passar uns meses no Rio de Janeiro e voltou confundindo o canto dos passáros com o coaxar dos sapos.

Bem, o Senhor Euzébio foi passear no Rio de Janeiro e após três ou quatro meses voltou ao seu lugar origem, chamado Realeza, na Serra Negra. Saiu ele com um amigo morador do local chamado Ezequiel. Depois de terem andado por uns quinze minutos falando das novidades da cidade grande. Ao passarem por uma lagoa cheia de sapos o Sr. Euzébio pergunta:

__ Ezequiel que passáro é aquele do canto tão excelente?

O Sr. Ezequiel vira-se para o amigo e diz:

__ O quê é isso rapaz! Deixe de besteira. Então tu passa uns dias fora e quando volta nem conhece mais sapo?

Esta foi sugestão do nosso amigo Márcio Ferreira Lima de Porto Nacional.