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Grajaú - Ma, 06 de abril de 2001.
CARTA ABERTA ( NOTA DE REPÚDIO)
Ao povo da Cidade de Grajaú e aos alunos da região Alto Brasil.
Isto aqui não um é um desafio nem um "pasquim", mas está também recheado de verdade. Objetivamos, apenas e tão somente, como educadoras dar vazão às nossa angústias e conhecimento ao povo de Grajaú, cidade culta e bela, e aos alunos do Remanso, Alto Brasil e região, razão maior do ensino.
Passaram-se eleições/2000. Deviam passar também os ranços políticos. Mas o(A) prefeito(A) que está aí, sob a mais atípica e exótica vitória eleitoral, apossou do Poder e, com ele, quis apossar-se dos direitos dos cidadãos, de mães de família, de professores e pessoa humana. Usou, de forma crua e cruel, bem ao seu PRIMITIVO estilo de administrar com caráter perseguidor, removendo os professores, como quem remove um lixo da rua, do local onde foram lotadas em concurso (Povoado Remanso), para locais longínquos, pelo simples de não rezarem em sua cartilha. O voto é livre, secreto, consciente, jamais de emoção.
O caso do Remanso está simples de resolver. É só permutar os professores perseguidos para a sede. Assim, os estudantes de REMANSO vão ter outros professores, mais escolados e mais preparados que fizeram o concurso para aquele Povoado, e estão lecionando aqui na cidade.
É evidente que quem desconhece os princípios da moral, desconhece também os princípios da educação escolar. E não se pode falar em moralidade e educação, enquanto alguém cassado, por desvio de verbas públicas, pela Justiça Eleitoral deste País, comanda, de fato, uma Instituição pública.
Extinguiu-se o coronelismo, mas os "urubus" querem voar, acreditando que os professores e os servidores públicos são peixes fora d'água, apodrecidos. Não, mil vezes não. A Justiça e a Lei existem, salve-as! E o direito de qualquer cidadão, preto ou branco, rico ou pobre, inclusive o de se manifestar politicamente, está garantido na Constituição Federal.
Afinal como diz o adágio popular: "Um dia é do caç(SS)ado e o outro é do caçador". Fomos vencedores na Justiça. Esta lição abriu ainda mais a nossa consciência, pois acreditamos que é preciso, cada vez mais conscientizar politicamente os jovens para que, eles, no futuro, na sua escolha política, não sejam atropelados e não sejam usados como escada para o crescimento de políticos sem escrúpulos. É preciso estimular os jovens para que eles percorram os trilhos da justiça, da honestidade e da verdade. É preciso respeitar o ser humano e a Democracia.
Democracia aqui no mais profundo conceito: "- Democracia Governo do povo e para o povo". Mas o(A) prefeito(A), ao negar o direito de voto e de opção, deixou entender que, pelo pouco que estudou, precisa retornar aos bancos escolares a fim de aprender, ao menos, o básico sobre Democracia.
Repudiamos a atitude tacanha do secretário de educação, Pastor Beto, que, quando em reunião solene, para alunos e parte da população do Remanso, disse que a reivindicação dos direitos dos professores tratava-se de um ato político, além de tratar os professores com desdém e desprezo, perfil dos omissos, inertes e fantoches.
Nessa perseguição política, coloque-se, senhoras e senhores, profissionais de todas as classes, na posição desses professores, que estão sendo rejeitados por perseguição política. Mas a Justiça triunfou.
A Justiça, em Grajaú, devolveu, brilhantemente, o direito dos professores e disse "não" para aqueles que teimam em caminhar pelo terreno da arrogância e da prepotência, modelo de política descomprometida com as necessidades da comunidade. O político, em geral, ao eleger-se, administra para a comunidade, jamais para atender seus caprichos e sua vaidade pessoal. Nunca esqueçam os valores da moral, dos bons costumes e da honestidade.
Cordiais Saudações,
Sindicatos dos Professores de Grajaú